“Só no Brasil”. A apatia mental e a lógica reducionista que deseduca
Por Priscila Silva* (Charge: Vitor Teixeira ) Quem não quiser tentar entender os problemas, trocar ideias sobre como solucioná-los, contribuir com organizações engajadas, criar ou participar de campanhas de conscientização, e procurar votar em políticos empenhados, que pelo menos pare de encher o saco com reducionismos pessimistas e superficiais Toda vez que um assunto polêmico surge na mídia, viraliza nas redes sociais e chega às rodas de amigos, reuniões de família e mesas de bar, começam a pipocar, por toda parte, juízos de valor genéricos a respeito “do Brasil” e “do povo brasileiro”. Essas “análises”, que estão em alta no atual momento pré-Copa, costumam ser, mais especificamente, materializadas na forma de chavões babacas mais antigos que a minha avó: são os famosos “só no Brasil”, “isso é Brasil!”, e, ainda, o clássico e meu preferido “o problema é a cabeça do brasileiro” (que também pode aparecer na carinhosa versão “o povo brasileiro é burro”). Que a internet...