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Lava Jato muda narrativa para chegar a Lula

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Tereza Cruvinel José Dirceu foi preso porque em liberdade representava uma “ameaça à ordem”, como disse o juiz Sergio Moro. Cumpre disciplinadamente uma prisão domiciliar sob a supervisão do STF. E se quisesse, teria fugido durante a angustiante espera da nova prisão. Tem know how nisso, viveu na clandestinidade e sob a pele de outra pessoa, o Carlos Henrique de Cruzeiro do Oeste, até reassumir sua identidade com a aprovação da Anistia. Sua prisão, como nos romances e novelas, é um fato que permite a alteração do curso da narrativa. A narrativa inicial da Lava Jato falava de um cartel de empresas que atuava na Petrobrás em conluio com diretores corruptos que, por sua vez, dividiam as propinas com os partidos que os sustentavam nos cargos: PT, PMDB e PP. Principalmente. Ricardo Pessoa, da UTC, foi amplamente apresentado como “líder” do cartel entre as empreiteiras. Quem prestar atenção ao texto do despacho de Moro e da entrevista do procurador verá surgir as primeiras lin...

José Dirceu poderia evaporar por aí sem dificuldade, mas escolheu ficar. Por quê?

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Janio de Freitas - Publicado no Viomundo Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil  Dirceu outra vez Sob suspeita, ex-ministro teve várias chances de fugir, mas escolheu ficar; por qual motivo, só ele poderá dizer JANIO DE FREITAS, na Folha de S. Paulo A prisão de José Dirceu foi a menos surpreendente de quantas a Lava Jato faz desde março do ano passado. Se justificada ou não, vamos saber quando os integrantes da Lava Jato apresentarem em juízo o que veem como provas convincentes. A carga pesada de acusações apenas verbais, feitas pelo procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, desde logo criou uma imprecisão sujeita a reparo histórico e atual. Foi quando definiu Dirceu como “o instituidor e beneficiário” do “esquema” de corrupção na Petrobras. Dizê-lo instituidor é aliviar de um grande peso acusatório os empreiteiros e ex-dirigentes da Petrobras que têm feito delação premiada e, por isso, são chamados pelos componentes da Lava Jato de “colaboradores”. Aind...

Procurador Santos Lima, casado (na época) com ex-funcionária do Banestado, tentou barrar quebra de sigilo de contas suspeitas

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Raposa no galinheiro Osmar Freitas Jr. na IstoÉ Independente   -  Reportagem publicada em 03 de setembro de 2003 Avener Prado - Folhapress A proverbial raposa volta a tentar tomar conta do galinheiro. Desta vez aconteceu nos EUA. No sábado 23 de agosto, uma comissão de autoridades brasileiras embarcou para um périplo por cidades americanas. A missão era verificar in loco investigações feitas pelos procuradores daquele país, que poderiam ser ampliadas nos casos de remessas monetárias ilegais e lavagem de dinheiro feitas por brasileiros. Estavam na turma os senadores Antero Paes de Barros (PSDB-MT) e Magno Malta (PL-ES) e os deputados Dr. Hélio (PDT-SP) e José Mentor (PT-SP), todos da CPI do Banestado, dois procuradores da República, uma delegada, um perito da Polícia Federal e consultores da Câmara dos Deputados. A viagem seria um sucesso, mas o trem quase descarrilou por causa de uma disputa insólita, cujos motivos até então ocultos se revelaram, no mínimo, de m...

PRISÃO DE JOSÉ DIRCEU DÁ CAVALO DE PAU NA LAVA JATO

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Breno Altman no Opera Mundi A prisão preventiva do ex-ministro da Casa Civil não é apenas decisão arbitrária, sem provas e motivos razoáveis, o que já bastaria para ser fortemente questionada. Além de estar sob regime de prisão domiciliar, à disposição da Justiça, os próprios procuradores alegam que a incriminação contra o líder petista está exclusivamente apoiada sobre duas delações premiadas cujas provas de verificação sequer foram colhidas. O juiz Sérgio Moro deu guarida à tese da ilegalidade dos contratos de consultoria da JD Associados com empreiteiras ligadas a Petrobras, no valor de R$ 9,5 milhões em oito anos, porque dois réus confessos, em troca de eventuais benefícios, Milton Pascowitch e Júlio Camargo, afirmaram se tratar de propinas disfarçadas. A questão central é entender os motivos que levam Moro e seus aliados por um caminho que afronta garantias constitucionais. Sinais de manobra política são evidentes. Como já havia ocorrido com a detenção de Joao Vaccari, a ...

A prisão de Dirceu dividiu ainda mais um país já rachado em dois. Por Paulo Nogueira

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Paulo Nogueira no DCM Precisava? Mais uma vez, com a prisão de Dirceu, o juiz Sergio Moro promove uma divisão no Brasil. Num país já visceralmente dividido, é uma péssima notícia. Sobre a competência de Moro o tempo vai falar. Desde já está claro que ele tem um papel de divisor, e não de somador. A direita festejou, como era de esperar. Nas redes sociais, antipetistas trataram Dirceu da forma como a mídia o retratou, com a ajuda milionária da Justiça, desde que o PT subiu ao poder: como um demônio. Os fanáticos de direita não querem apenas que Dirceu seja preso. Querem que ele morra, que ele apodreça na cadeia. Mas eles são apenas parte do todo. Do outro lado, os progressistas ficaram extremamente incomodados com a prisão. Prender alguém que já estava preso? Preventivamente, como se Dirceu pudesse fugir para a Venezuela ou o que for? E provas, onde as provas? Dirceu não pode efetivamente ter prestado serviços para as empresas, amparado em sua rede de relacionamento? Ou é só ge...

A prisão de Dirceu é para aumentar o “coeficiente de PT” na Lava-Jato

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Fernando Brito no TIJOLAÇO Não é preciso ser um esquerdista para perceber obvio: a prisão do ex-ministro José Dirceu tem um objetivo essencialmente político. Até mesmo a Folha o assume, sem muitos rebuços, ao afirmar que a “ Prisão de José Dirceu recoloca PT na mira da Operação Lava Jato “. Mesmo que se considere que Dirceu pudesse, depois de fora do Governo, influir em decisões administrativas, não faz o menor sentido a argumentação de Sérgio Moro, no ato que “fundamentou” afirmar que ele pudesse estar “vendendo prestígio” após sua condenação e prisão o caso do chamado Mensalão, há dois anos. Dirceu só teria para “vender” a “queimação” de ter sido tornado uma “figura maldita”. Até mesmo que se dispôs a oferecer um modesto emprego de bibliotecário para que pudesse trabalhar no regime prisional semi-aberto tinha de enfrentar um impiedoso esquadrinhamento de sua vida pela mídia, para saber “quem é que está pagando para José Dirceu trabalhar. Que tipo de vantagem José Dirceu pode...

A NOVA MARCHA DOS INSENSATOS E A SUA PRIMEIRA VÍTIMA

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Mauro Santayana  Esperam-se, para o próximo dia 16 de agosto - mês do suicídio de Vargas e de tantas desgraças que já se abateram sobre o Brasil - novas manifestações pelo impeachment da Presidente da República, por parte de pessoas que acusam o governo de ser corrupto e comunista e de estar quebrando o país. Se esses brasileiros, antes de ficar repetindo sempre os mesmos comentários dos portais e redes sociais, procurassem fontes internacionais em que o mercado financeiro normalmente confia para tomar suas decisões, como o FMI - Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial, veriam que a história é bem diferente, e que se o PIB e a renda per capita caíram, e a dívida pública líquida praticamente dobrou, foi no governo Fernando Henrique Cardoso. Segundo o Banco Mundial, ( worldbank1 ) o PIB do Brasil, que era de 534 bilhões de dólares, em 1994, caiu para 504 bilhões de dólares, quando Fernando Henrique Cardoso deixou o governo, oito anos depois. Para subir, extr...

Por que os tucanos tornaram-se golpistas

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Emir Sader publicado no Rede Brasil Atual Dividem-se entre os que concentram o fogo na Dilma – liderados por Aécio – e os que apostam nas tentativas de tirar Lula da jogada via tapetão, para não terem que enfrentar nova derrota diante dele em 2018 ARQUIVO ABR Depois de defender plataformas neoliberais e até possibilidade de ser melhor continuação de Lula, tucanos ja não têm nada a propor FHC sempre se sentiu filiado à social-democracia europeia, antes de tudo à francesa, de Mitterrand, depois à espanhola, de Felipe Gonzalez. Os tucanos estavam dentro do PMDB, disputando espaço em São Paulo com o Quércia. Tentaram lancar a candidatura do Antonio Ermírio ao governo do Estado. Perderam, se deram conta que não tinham condições de disputar o partido com Quércia e saíram. O grupo, basicamente paulista, tinha Montoro, Covas, FHC, Serjão, Serra, além do Tasso Jereissatti e um que outro perdido pelo Brasil. O Montoro se sentia democrata-cristão, mas não se opôs a assumir a social-...

São Paulo, muito mais que “cidade reacionária”

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OUTRAS PALAVRAS Pesquisa revela metrópole complexa: libertária diante de casamento gay, legalização da maconha ou famílias heterodoxas; porém, individualista e rendida ao mito da meritocracia Ciclovia da Av. Paulista: ruído das elites contra ações inovadoras  não reflete opinião majoritária na cidade Por Anna Beatriz Anjos, na Revista Fórum A imagem do paulistano conservador, contrário a qualquer mudança, por mínima que seja, no status quo da cidade, defensor dos valores da família heteronormativa e admirador de máximas como “bandido bom é bandido morto” ganhou o imaginário coletivo. Isso ficou mais evidente durante os últimos anos, quando o prefeito Fernando Haddad (PT) tentou empreender algumas transformações na dinâmica da capital – com a implementação dos corredores exclusivos para ônibus e ciclovias, por exemplo – e encontrou enorme resistência de alguns setores da população que, respaldados por manchetes dos veículos de comunicação tradicionais, engrossaram...

O ataque a Lula: o ódio das bombas foi precedido pelo ódio das palavras em revistas e blogs

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Rodrigo Vianna no Portal Forum Lula não está sozinho: não brinquem com a democracia. Na história da humanidade foi sempre assim: o ódio das bombas é precedido pelo ódio das palavras. O Instituto Lula, em São Paulo, acaba de ser atacado por uma bomba caseira, lançada durante a noite. Percebam a gravidade da situação. Imaginem um Instituto Clinton, ou Instituto Chirac, ou ainda o Instituto FHC atacado de forma violenta. Um escândalo. Um ataque à democracia. No entanto, é preciso colocar o guizo no gato: a bomba demente foi precedida pelo ódio disseminado há anos e anos, por blogueiros, colunistas e revistas que se transformaram em panfletos do ódio e da mentira. A polícia precisa dizer quem lançou a bomba no prédio, no bairro do Ipiranga. Não sabemos a identidade do criminoso. Mas sabemos bem quem disseminou o ódio que produziu o demente do Ipiranga. São as pessoas sentadas atrás dos teclados, em redações, bem pagas para propagar um clima de confronto e de extermínio de toda u...