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Magno Malta é ele mesmo a “anomalia” que quer combater

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Kiko Nogueira no DCM Ele O senador Magno Malta contém, em si mesmo, todas as interpretações possíveis do termo picareta. Na noite em que o plenário do Senado aprovou o nome de Luiz Edson Fachin para o STF por um placar de 52 a 27, Malta pediu a palavra. Citando a Bíblia e a expressão “profissão de fé” a cada 30 segundos, pôs-se a justificar seu voto numa confissão de ignorância e maldade de dar gosto a Belzebu. Ele tinha “dificuldade de votar” porque, na sabatina, Fachin só respondeu com “‘rolando lero’ jurídico”. O indicado de Dilma teve “escorregões jurídicos” ao escrever, por exemplo, o prefácio de um livro sobre poligamia. Do púlpito, agitando os braços, detonou a marcha da maconha e a posição de Fachin sobre ela, segundo ele, favorável à liberdade de expressão. E se os pedófilos quiserem marchar, perguntava, apoplético. “Se você não aplaude o homossexualismo, é homofóbico. Somos todos homofóbicos, então”, gritou. E a chave de ouro que não poderia faltar a um evang...

Sistema eleitoral apadrinhado por Cunha só é adotado no Afeganistão e na Jordânia

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O relatório que o presidente da Câmara quer aprovar este mês também constitucionaliza o financiamento privado das campanhas eleitorais. Najla Passos no Carta Maior O novo sistema eleitoral proposto pelo relator da Comissão Especial da Reforma Política da Câmara, deputado Marcelo Castro (PMDB-PI), que o presidente da casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), trabalha para aprovar ainda este mês, é apontado por especialistas e setores mais progressistas da sociedade como um grave retrocesso para a democracia brasileira. O chamado “distritão” é um modelo não proporcional, ainda pior do que atual sistema brasileiro, porque acentua o personalismo e o abuso do poder econômico, em detrimento de partidos, ideologias e propostas. É considerado tão ruim e ultrapassado que só é adotado em dois países do mundo: Afeganistão e Jordânia. “Se este relatório for aprovado, o sistema político brasileiro vai piorar muito mais”, avalia o deputado Henrique Fontana (PT-RS), ex-líder dos governos Lula ...

COMO A MÍDIA SE TRANSFORMOU NUMA FÁBRICA QUE PRODUZ FANÁTICOS DE DIREITA

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Guga Noblat descobriu o óbvio: os paneleiros são doentes Paulo Nogueira Os doentes não respeitam nem crianças O apresentador Guga Noblat descobriu a pólvora: os paneleiros são doentes. Ele escreveu, no Facebook, que não imaginava que, carregando uma criança no colo, pessoas que protestavam contra Dilma pudessem hostilizá-lo. Mas hostilizaram. Quando nem um bebê é respeitado, é porque a doença é, definitivamente, grave. E essa doença se chama ódio. É um tipo de ódio irracional, ilógico – e perigoso. Sua origem é facilmente rastreável. Ele deriva do enxame de colunistas que, nos últimos anos, se dedicaram a fazer uma incessante e furiosa pregação contra o PT. As grandes empresas de jornalismo se abarrotaram de pessoas com esse perfil: gente sem limites na agressividade antipetista. Se você olhar para trás, verá que o primeiro deles foi Diogo Mainardi, na Veja. Logo depois, também na Veja, mas no site, apareceu Reinaldo Azevedo. Tolstoi não se gabava de ter escrito Guerra ...

Blogueiro britânico diz que brasileiros exageram na rejeição ao Brasil

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Adam SmithEstudante de Oxford e blogueiro do 'Para Inglês Ver -' na BBC Pouco depois de chegar a São Paulo, fui a uma loja na Vila Madalena comprar um violão. O atendente, notando meu sotaque, perguntou de onde eu era. Quando respondi "de Londres", veio um grande sorriso de aprovação. Devolvi a pergunta e ele respondeu: ‘sou deste país sofrido aqui’. Fiquei surpreso. Eu - como vários gringos que conheço que ficaram um tempo no Brasil - adoro o país pela cultura e pelo povo, apesar dos problemas. E que país não tem problemas? O Brasil tem uma reputação invejável no exterior, mas os brasileiros, às vezes, parecem ser cegos para tudo exceto o lado negativo. Frustração e ódio da própria cultura foram coisas que senti bastante e me surpreenderam durante meus 6 meses no Brasil. Sei que há problemas, mas será que não há também exagero (no sentido apartidário da discussão)? Saiba mais sobre o blog 'Para Inglês Ver' Tem uma expressão brasileira, fre...

Manipulações ideológicas do Facebook: muito além da omissão

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Rafael Evangelista - Publicado no Outras Palavras Pesquisadores desmentem alegações da rede de Zuckerberg e afirmam:  ela estimula bolhas de opinião que excluem pensamentos diversos Na quinta, dia 07/05, pesquisadores do Facebook publicaram um artigo na revista Science analisando os efeitos de seu polêmico algoritmo de seleção, aquele pedaço de código que roda nas redes sociais e seleciona os amigos cujas publicações você vê ou não, quais aparecem primeiro e mais frequentemente e quais vão lá pra baixo da tela. Outros pesquisadores rapidamente apelidaram o artigo de “não é minha culpa”, dado o viés complicado na análise dos dados coletados. A conclusão principal do estudo é, basicamente, que a razão de vermos na nossa linha do tempo textos cuja tendência política é mais parecida com a nossa deriva de seleções feitas por nós mesmos. Quanto mais diversos ideologicamente os nossos amigos, mais conteúdo diverso receberíamos. O Facebook só apimentaria um pouco isso, fazendo uma...

800 mil barris diários no pré-sal. A Petrobras é mais forte que os ratos e urubus

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Fernando Brito no Tijolaço A produção de petróleo nos campos operados pela Petrobras atingiu, no dia 11 de abril, a marca de 800 mil barris de petróleo por dia (bpd), atingindo novo recorde de produção diária. Desse volume, cerca de 74% (590 mil bpd) correspondem à parcela da companhia e o restante à das empresas parceiras nas diversas áreas de produção da camada pré-sal. Faz pouco mais de sete anos que o pré-sal foi descoberta e este volume, em tão pouco tempo, é várias vezes maior do que aqueles que, em outras áreas marítimas, já se atingiu em tão pouco tempo, numa atividade complexa e demorada. Segundo a empresa para que se alcançasse, no Brasil, a produção de petróleo de 800 mil barris por dia” foram necessários 40 anos, com a contribuição de 6.374 poços. Na Bacia de Campos, esse mesmo volume de produção foi alcançado em 24 anos, com 423 poços.” No pré-sal, são ainda apenas 39 poços produtores: 20 estão na Bacia de Santos, que responde por 64% da produção (511 mil barris ...

13 de maio, uma data para não comemorar

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Pragmatismo Político Entenda por que os negros não comemoram o 13 de maio – dia em que foi assinada a Lei Áurea, que tinha como objetivo abolir oficialmente a escravidão no Brasil Edição do jornal carioca Gazeta de Notícias de 13 de maio de 1988 (arquivo) A Lei Áurea, que aboliu oficialmente a escravidão no Brasil, foi assinada em 13 de maio de 1888. A data, no entanto, não é comemorada pelo movimento negro. A razão é o tratamento dispensado aos que se tornaram ex-escravos no País. “Naquele momento, faltou criar as condições para que a população negra pudesse ter um tipo de inserção mais digna na sociedade”, disse Luiza Bairros, ex-ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir). Após o fim da escravidão, de acordo com o sociólogo Florestan Fernandes (1920-1995), em sua obra “A integração do negro na sociedade de classes”, de 1964, as classes dominantes não contribuíram para a inserção dos ex-escravos no novo formato de trabalho. “O...

Aluna do Ciência Sem Fronteiras critica matéria da Globo: “Tudo mentira”

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Redação do Portal Forum A estudante de Medicina Amanda Oliveira foi entrevistada pela emissora em reportagem sobre o programa, mas alertou que as informações foram deturpadas: “A Globo, além de sensacionalista, ainda não é capaz de pesquisar as coisas direito antes de falar… A minha experiência com o ‘Ciência sem Fronteiras’ não poderia ter sido melhor” A estudante de Medicina Amanda Oliveira mostrou indignação ao ver a reportagem divulgada pela TV Globo, nesta semana, sobre o programa Ciência sem Fronteiras. Na matéria , ela foi apresentada como um dos alunos que decidiram voltar ao Brasil por problemas na liberação de verbas por parte do governo federal. Em seu perfil no Facebook, a jovem – que passou nove meses nos Estados Unidos custeada pelo programa – fez questão de desmentir as informações, que julgou terem sido deturpadas pelo “sensacionalismo” da emissora. “Gostaria de dizer que tudo o que foi dito a meu respeito naquela reportagem é MENTIRA! Primeiramente,...

A falácia em torno do “aparelhamento” do STF

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Paulo Nogueira no DCM A sabatina de Fachin Dei um giro no Twitter, em torno do caso Fachin, e fui bater em Míriam Leitão. Ela dizia o seguinte: que o que a preocupava não eram o voto e nem as ideias de Fachin, mas o “aparelhamento do STF”. Estive na Globo, e sei quanto esta palavra é cara aos irmãos Marinhos: “aparelhamento”. Claro que essa preocupação só vale para o lado de lá. Quando Aécio nomeia a irmã, o cunhado e os amigos, não é “aparelhamento”. Quando FHC nomeia o genro, e depois demite quando este se divorcia de sua filha, não é “aparelhamento”. Quando Serra emprega a família de Soninha na administração pública de São Paulo, não é “aparelhamento”. Então Míriam estava apenas repetindo uma expressão que seus patrões adoram empregar contra aqueles de quem não gostam. No caso específico do STF, alguém reclamou de “aparelhamento” quando FHC indicou Gilmar Mendes, que se tirar o paletó exporá as plumas de tucano? Há uma falácia cínica, ou uma obtusidade desumana, nos debates so...

Os vendedores de bala de prata

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ConradoHübnerMendes no Estadão Eleitores em tempos de cólera excitam legisladores pré­democráticos. Parlamentares dessa estirpe ganharam saliência nesta legislatura. Tarados por simplificação, farejam oportunidades para atiçar maiorias com medo e com raiva. Num país assim violento, nada seduz tanto quanto a promessa de soluções instantâneas contra o crime. Quando se provam falsas, porém, a eleição já passou, o político já se elegeu e o tempo esgarçou a memória. Responsabilidades se diluem, os problemas se agravam e o ciclo do autoengano recomeça. Não surpreende, por isso, que o projeto de redução da maioridade penal, antiga reação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), de 1990, tenha saído da gaveta. Em momentos como esse, quando o sombrio horizonte nos força a resgatar a identidade política com a que nos comprometemos em 1988, nada como dar à proposta o benefício da dúvida. Levemos a ideia a sério: que razões justificam a redução da maioridade penal de 18 ...