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“Arrogante, vingativo e sedento de poder”: quem é o homem que está tentando derrubar o governo venezuelano

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Diario do Centro do Mundo  - Publicado originalmente na  BBC Brasil . Lopez Popular, carismático, imprevisível, arrogante e sedento de poder. Essas são algumas das características que analistas e líderes políticos costumam usar para definir Leopoldo López, o mais novo inimigo público do governo venezuelano de Nicolás Maduro. Referência da ala radical da oposição venezuelana, López está sendo procurado pela Justiça venezuelana. A polícia chegou a fazer buscas em sua casa neste domingo, mas ele não estava lá. O opositor não é visto em público desde quarta-feira, quando milhares de estudantes saíram às ruas, liderados por ele, para exigir uma mudança de governo. No entanto, ele divulgou um vídeo neste domingo, dizendo ser inocente e desafiando as autoridades a prendê-lo durante uma marcha que ele convocou para a terça-feira. “Não tenho nada que temer, não cometi nenhum delito, sou um venezuelano comprometido com nosso país, como nosso povo. Se há alguma decisão legal de me prende...

GILMAR MENDES NÀO SABE O QUE DIZ OU NAO DIZ O QUE SABE

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Paulo Moreira Leite Insinuações e ironias de ministro do STF não tem apoio nos autos da AP 470 O esforço de Gilmar Mendes para tentar desmoralizar a campanha de solidariedade de tantos brasileiros aos condenados da AP 470 ajuda a entender o caráter precário daquele que foi chamado de “maior julgamento da história.” Ao sugerir que o senador Eduardo Suplicy liderasse uma campanha para ressarcir “pelo menos parte dos R$ 100 milhões subtraídos dos cofres públicos" no caso do mensalão” Gilmar Mendes assume uma postura espantosa para um ministro do STF. Faz afirmações que não pode provar, insinua o que não consegue demonstrar. A atitude de Gilmar é política. As doações, em escala que surpreendeu os próprios condenados, mostram o repúdio de um número crescente de brasileiros diante dos abusos do julgamento.  Veja só: um ex-ministro do Supremo, como Nelson Jobim -- um dos responsáveis pela indicaçao do próprio Gilmar ao STF -, deu um cheque de R$ 10 000 para ...

A violência usurpou a democracia

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Wanderley Guilherme dos Santos Sim, há algo de podre na política brasileira, mas enganam-se os que presumem que a podridão esteja só no Legislativo ou que de lá provenha. Há algo de podre na política brasileira. O discurso do ódio contaminou a cultura. A violência física que assusta não é mais condenável do que a degradação pela palavra. Introduzido durante os debates da Ação Penal 470, a televisão propagou Brasil a fora o escárnio como argumento, a salivação como prova irrefutável e a falta de compostura de alguns magistrados como aparte retórico. Surpreendente a cada dia, durante todo o segundo semestre de 2013, os indiscutíveis mestres do STF, solidamente preparados, transformavam-se em arengueiros pernósticos a vociferar vitupérios em latim, em alemão e em inglês. À língua portuguesa reservaram-se rebuscadas construções gramaticais com que degradavam de modo vil os réus em julgamento. O valor intrínseco das evidências, muita vezes nulo, era irrelevante para o altissonante juí...

O sigilo sobre Fukushima

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Ralph Nader (*)  Mês passado, os partidos de coalizão japoneses tramitaram no Parlamento uma Lei de segredos de estado. É melhor que tomemos conhecimento disso. Mês passado, os partidos de coalizão japoneses tramitaram no Parlamento uma Lei de Segredos de Estado. É melhor que tomemos conhecimento disso. Sob suas disposições, somente o governo decide o que é considerado segredo de estado e qualquer civil que divulgue algum segredo pode ser preso por até 10 anos. Jornalistas pegos tornando o assunto público podem ser presos por até 5 anos. Autoridades do Governo têm se mostrado prejudicadas com a constante revelação da sua negligência, tanto antes quanto depois do desastre nuclear de Fukushima em 2011, operado pela Companhia Elétrica de Tóquio (TEPCO). Semana após semana, surgiram matérias na imprensa apontando para a seriedade da contaminação do fluxo hídrico, a inacessibilidade do material radioativo presente nos reatores e a necessidade de conter o vazamento...

A FORÇA IRREFREÁVEL DO PT

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LULA MIRANDA no BRASIL 247 Aquele menino hoje já é um "jovem" que, às portas da idade madura, cá entre nós, dá orgulho aos seus milhares, creio que milhões, de "pais" e "mães" Brasil adentro, mundo afora "É incrível a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer". Não lembro agora quem é o "pai" dessa frase, mas cito mesmo assim "de orelhada", como se diz, mas com o devido cuidado e honestidade de colocá-la entre aspas. O PT, aquele partido que, ainda imberbe, ajudei, como muitos, a embalar e a sutilmente empurrar para que desse os seus primeiros e frágeis passos, completa 34 anos. Portanto, aquele menino hoje já é um "jovem" que, às portas da idade madura, cá entre nós, dá orgulho aos seus milhares, creio que milhões, de "pais" e "mães" Brasil adentro, mundo afora. Tanta coisa aquele menino já "aprontou", inclusive uma e outra "traquinagem...

A nova era da violência

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Wanderley Guilherme dos Santos Autores intelectuais dos assassinatos já acontecidos e por vir são os whiteblocs. Devem ser combatidos com a mesma virulência com que combatem a democracia Professores universitários do Rio de Janeiro, de São Paulo e outras universidades falam do governo dos trabalhadores como se fosse o governo do ditador Médici, embora durante aquele período não abrissem o bico. Vetustos blogueiros, artistas sagrados como marqueteiros crônicos, jovens colunistas em busca da fama que o talento não assegura, políticos periféricos ao circuito essencial da democracia, teóricos sem obra conhecida e de gogó mafioso, estes são os mentores da violência pela violência, anárquica, mas não acéfala. Quem abençoa um suposto legítimo ódio visceral contra as instituições, expresso em lamentável, mas compreensível linguagem da violência, segundo estimam, busca seduzir literariamente os desavisados: a violência é a negação radical da linguagem. Mentores whiteblocks, igualment...

O que aprendi com meu pai: Joana Saragoça & Dirceu

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Paulo Nogueira O gesto do pai, na formatura Quase todas as quartas, uma mulher jovem, alta e loira se coloca na fila do presídio de Papuda, em Brasília, às nove da manhã para fazer uma visita. A espera, num dia bom, dura uns 30 ou 40 minutos. Depois, ela fica ali até o final das visitas, por volta de 14h30. O homem que ela visita tem aproveitado seu tempo livre, se assim podemos chamá-lo, para fazer algo que no dia a dia corrido é difícil: ler. “Meu pai já leu 25 livros desde que foi preso”, diz ela. Joana Saragoça é seu nome, e o de seu pai é Dirceu. José Dirceu. “O homem que mais amo no mundo”, como se pode ver em sua página no Facebook. Na foto de perfil que escolheu no Facebook, Joana, 24 anos, aparece como bebê nos braços do pai barbudo, no final da década de 1980. Joana diz que nas visitas chega com a intenção de confortar o pai, mas depois é ele que a conforta. “Acho que a coisa mais importante que aprendi com ele é manter a calma, e continuar a luta sempre”, di...

BLACK BLOCS SE DIZEM FINANCIADOS POR ONGS ESTRANGEIRAS

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BRASIL 247 Movimento conhecido pela violência em protestos de rua em São Paulo e no Rio de Janeiro recebe treinamento e diz que é financiado por entidades como suíças La Maison des Associations Socio-Politiques, sediada em Genebra, e Les Idées, entidade ligada ao deputado verde Jean Rossiaud; segundo Leonardo Morelli, quer coordena a ONG Defensoria Social, só o Instituto St Quasar, ligada a causas ambientais, já repassou neste ano 100 mil euros aos cofres da entidade O movimento mascarado dos Black Bocs, conhecido pela violência em protestos de rua contra o governo de Geraldo Alckmin, em São Paulo, e de Sério Cabral, no Rio de Janeiro, afirmam que são financiados por ONGs do Brasil e internacionais. Em reportagem da revista Época, no chamado centro de treinamento do grupo, o jornalista Leonardo Morelli, que coordena a ONG Defensoria Social, diz que a ONG Instituto St Quasar, ligada a causas ambientais, já repassou € 100 mil aos cofres da entidade. Carros como uma Kombi e um...

A influência da TV aberta na violência difusa

Luis Nassif Criminalista dos mais conhecidos, Antonio Carlos Mariz de Oliveira espantou-se com o nível atual de violência. "Eu entendo a violência do assaltante: ele rouba. Mas e a violência de quem não está sequer praticando crime, mas se torna criminoso de momento, desrespeitando valores? É a banalização do mal. Esse é um problema penal? De repressão? É muito mais grave do que o sistema penal apresenta: é um problema patológico". A violência difusa tornou-se habitual, nos jogos de futebol, nas manifestações de rua, trazendo mais combustível na fogueira da violência institucionalizada do crime organizado e da polícia. O país está enfermo. E há muitas causas para essa enfermidade. "Está se assistindo a essa violência incompreensível e nós apenas bradando por cadeias. Que se prenda, mas que se discutam as razões disso". *** Mariz salienta a responsabilidade da TV aberta na criação desse clima, especialmente os telejornais sensacionalistas. Mas não e...

A conivência do Psol com os Black Blocs

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Antonio Lassance Ao contrário do que pretendia, não é o Psol que parece estar influenciando os Black Blocs. São os Black Blocs que estão dando a linha do Psol. O Psol cometeu o grave erro de se associar aos Black Blocs. Das duas, uma: ou o partido assume o equívoco publicamente, revê sua aliança explícita com os mascarados e se afasta desse grupo de uma vez por todas, ou ele que se prepare para ser duramente rejeitado na política pelos setores democráticos. Se o Psol tem uma convicção a defender, que o faça. O que se viu desde a morte do cinegrafista Santiago Andrade é um partido que finge que não tem responsabilidade sobre o ocorrido e, tal qual um Black Bloc, mascara suas posições na hora de enfrentar a sociedade. Após as manifestações de junho de 2013, quando foi expulso dos protestos como tantos outros partidos, o Psol estreitou sua relação com os Black Blocs. Mas continua posando de bom moço na hora de dar entrevistas.  Membros de sua Executiva defendem as t...