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A vaia da Globo à Globo e suas consequências

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Tijolaço A notícia veio do Escrevinhador , blog do Rodrigo Viana, que já trabalhou na TV Globo e tem fontes na emissora. A edição do Jornal Nacional de quinta-feira, que tentou transformar um objeto não identificado em algo que teria atingido a cabeça de Serra sem deixar nenhuma marca, foi recebida por uma enorme vaia pelos jornalistas da redação de São Paulo, que acompanhavam a edição feita no Rio, onde também foi editado o famoso debate entre Lula e Collor. O material produzido para o Jornal Nacional por todas as praças do país é enviado ao Rio, a famosa sede da vênus platinada, onde toma a forma final a ser apresentada por William Bonner e Fátima Bernardes. Depois que a Globo ficara sozinha coma versão de uma suposta agressão, enquanto SBT e Record mostraram as imagens da bolinha de papel, era preciso fazer algo para tentar salvar a credibilidade da emissora. Mas o recurso ao conhecido perito Ricardo Molina e o uso de imagens desfocadas foi tão primário que os próp...

As bolas de papel da democracia desejada

Carta Maior Gilson Caroni Filho* Quando as redações da grande imprensa, em campanha aberta pela candidatura Serra, erigem o preconceito como norma de juízo, a mentira não é apenas abominável: é suicida. A opinião pública brasileira dispõe, hoje em dia, dos elementos necessários para julgar os acontecimentos políticos, sociais, econômicos e culturais sem se deixar levar pelo filtro ideológico de conhecidas técnicas de edição. Há muito tempo, a sociedade aprendeu a aquilatar a qualidade ética da informação oferecida, os desvios de apuração e o descompromisso do noticiário com a verdade factual. O Jornal Nacional de quinta-feira, 21/10, não foi apenas uma tentativa patética de recriar o tiro que matou o Major Vaz. Os sete minutos gastos na “fabricação” da fita adesiva que teria atingido o candidato tucano revelam desorientação no tempo e no espaço. A Rua Tonelero não fica em Campo Grande, zona oeste do Rio de Janeiro. Além disso, passados 56 anos, não há lugar para atores...

Buemba, Buemba... o laudo de José Simão para a tomografia de Serra

Depois da falsa agressão, cai também o dossiê

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Tijolaço Depois da armação das bolinhas agressoras, outro tema da mídia tucana vai pelo ralo. A Carta Capital , em matéria de Leandro Fortes, mostra que a quebra do sigilo da turma do Serra é fruto de uma luta fratricida entre os próprio tucanos, com Aécio Neves tentando se salvar da sanha destruidora do colega paulista. A vasta investigação feita pelo jornalista Amaury Ribeiro Júnior, a partir de Minas, recebeu até o nome de Operação Caribe, em referência a supostas remessas ilegais a paraísos fiscais, como conta Leandro. Como toda história de subterrâneos, envolve lances sórdidos, traições e desmentidos, que podem ser constatados na leitura da íntegra da matéria, que transcrevo abaixo. Violação da lógica Leandro Fortes A mídia rebola para esconder o fato: a quebra do sigilo da turma de Serra é fruto de uma guerra tucana Apesar do esforço em atribuir a culpa à campanha de Dilma Rousseff, o escândalo da quebra dos sigilos fiscais de políticos do PSDB e de parentes...

A tarefa histórica e o rídiculo das bolinhas

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Tijolaço Acho que a farsa montada por Serra para se fingir de vítima de uma suposta agressão está definitivamente desmascarada, embora ele e parte da mídia ainda tentarão sustentar artificialmente a questão. Mas maior que a falsidade do candidato tucano é o empobrecimento que ele traz para o que é o mais importante momento político na vida do país. Ao ver os intermináveis 7 minutos (em televisão isso é uma eternidade) que o Jornal Nacional dedicou ao suposto objeto que teria atingido Serra, e que o professor da Universidade Federal de Santa Maria ( veja o  post anterior ) provou não ser absolutamente nada, lastimei o desperdício a que se dedicou o principal noticiário da TV brasileira, que deveria contribuir para trazer mais informações para a população brasileira. Sei que não se pode esperar nada disso de Serra e nem da TV Globo, mas é triste ver que ao fim da primeira década do século 21 a política ainda é feita como no século 19. Qual a relevância de um candi...

A overdose de preconceito na campanha

Uma alta capacidade de reproduzir preconceitos | Valor Online Maria Inês Nassif | As chances de erro nas previsões eleitorais são altas, pelo simples fato de que, entre o início da campanha e seu final, um processo se coloca em movimento, e só para quando o último eleitor digitar o seu voto na urna. Esse voto, ao longo da campanha, esteve exposto a todo tipo de argumento. Afinal, uma campanha nada mais é do que a tentativa de convencimento da maioria de que o projeto de poder de um determinado partido, ou candidato, é o mais apropriado para o país. Quando o que está em jogo é conseguir interpretar uma emoção coletiva que, traduzida em números, represente a maioria dos votos para um determinado candidato, as coisas ficam difíceis. Os movimentos são detectados de forma muito fácil pelas pesquisas de opinião quando elas apontam uma tendência constante - por exemplo, ao longo de quase todo o período em que foi divulgado o tracking diário Vox Populi-...

Armação do Jornal Nacional não tinha contra-regra

Nassif Mais uma desconstrução da edição do Jornal Nacional com o suposto objeto que bateu na cabeça de Serra. Por Daniel Florêncio.

Filha de Chico Mendes vota Dilma

Angela Mendes, filha do ambientalista assassinado Chico Mendes, neste depoimento diz porque está com Dilma. Angela que preside o comitê que leva o nome de seu pai revela ter votado na Marina no primeiro turno e faz uma apelo para que Marina Silva reflita sobre sua posição política que atualmente é de neutralidade.  

A farsa: como a Globo tentou fazer o brasileiro de otário

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Mauro Carrara Nas ruas, nas praças, nas construções: a Rede Globo de Televisão causa estarrecimento, repulsa e vergonha alheia. Nesta eleição presidencial, seguindo o exemplo dos jornais Folha de S. Paulo e Estadão, bem como dos veículos midiáticos da editora Abril, a empresa da família Marinho transformou sua programação em complemento desesperado e mal disfarçado da propaganda de José Chirico Serra e do PSDB. Ao perceber o crescimento de Dilma Rousseff na preferência do eleitorado, o comando tucano resolveu tentar soluções “heterodoxas”, isto é, gerar fato novo que desviasse a atenção das vulnerabilidades da campanha serrista, como o caso Paulo Preto e a entrega anunciada de Itaipu, Banco do Brasil e Petrobrás a piratas de agência de pilhagem como a Warburg Pincus. 1) Obviamente, a encenação foi realizada no Rio de Janeiro, com o apoio tático e logístico de Cesar Maia, especialista na criação de factoides dessa natureza. Em 2007, apresentei na rede inúmeros ...

Nove dias de fúria midiática – irracionalidade e cizânia

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Eduardo Guimarães   No momento em que escrevo, ainda faltam nove dias e cerca de seis horas para encerrar o processo que determinará os rumos do Brasil pelos próximos quatro anos. E o que é que estamos fazendo? É de um ridículo atroz o que este país está vivendo nesta campanha eleitoral à Presidência. Se às vezes não fosse engraçado, eu choraria O Brasil tem 8 trilhões de dólares enterrados em seu litoral e fica discutindo se o que atingiu Serra foi bolinha de papel ou fita crepe. Enquanto o país tem os dois maiores eventos do esporte mundial para acontecer dentro de alguns anos, ficamos discutindo o aborto. Enquanto atingimos o pleno emprego, sem inflação, com indicadores sociais subindo, continuamos discutindo a vitimização de José Serra. Uma concessão pública de rádio e tevê, que também é a maior, sai em defesa de um candidato comprando e vendendo todas as suas acusações. A violência explode nas ruas por divergências políticas em um país que está...