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Teorias: por que FHC reconheceu o filho agora?

Rodrigo Viana Não devemos ficar reféns de teorias conspiratórias. Mas é preciso levar em conta que teorias conspiratórias existem porque... conspirações também existem. Nos anos 80, na Universidade, havia gente meio paranóica que acreditava ver "agentes infiltrados do SNI" em cada assembléia estudantil. A maioria ria daquilo: "agente do SNI tem mais o que fazer", respondíamos. Muito tempo depois, soube por um amigo que havia mesmo um agente do SNI na USP - em pleno governo Sarney, com a Constituinte já em andamento... Lembro disso, agora, porque muita gente tem perguntado a este "Escrevinhador": por que FHC resolveu reconhecer agora o filho de 18 anos, que teve fora do casamento? Por que a "Folha" resolveu publicar a notícia, se todo mundo jornalístico já a conhecia há pelo menos uma década? Há várias teorias: 1) Fator Serra. Depois do manifesto do Dia dos Mortos (contra Lula), FHC passou a ser visto como "opção" de candida...

Ah, demorô! PT ameaça chamar Serra para debate sobre apagão

O governo não descarta mais partir para o embate técnico com o PSDB se as críticas da oposição continuarem em cima de Dilma Rousseff, a ministra candidata à Presidência. Na sexta-feira o curto-circuito político em torno do blecaute continuou em Brasília, com troca de ameaças. O líder do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), não descarta convidar Dilma e José Serra, o governador tucano de São Paulo e também pré-candidato, para um confronto no Congresso. Enquanto o PT angaria dados e números de sua gestão, para comparar com o apagão da era FHC, a oposição aproveita o momento para bater no governo e em Dilma. Justo por isso, a base chama o episódio de desespero, porque a oposição não tem ainda um discurso para a campanha de 2010. A presença da ministra no Congresso para debater o apagão, no entanto, não é unanimidade entre os governistas. Líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS) classifica de absurda a possível convocação da ministra pela oposição, uma vez que o governo t...

A cara de pau de Josias de Souza (e o filho de FHC)

Por Luiz Carlos Azenha O texto de Josias de Souza sobre a decisão de FHC de reconhecer o filho com a jornalista da TV Globo omite todas as questões essenciais: 1. Por que a mídia poupou FHC durante 18 anos, se o nascimento do filho era um segredo de Polichinelo? 2. Por que soubemos do filho de Renan Calheiros com uma jornalista quando a criança era bebê, mas do filho de FHC só soubemos "oficialmente" depois de 18 anos? 3. Por que soubemos da suspeita de que uma empreiteira ajudava a sustentar o filho bebê de Renan Calheiros mas nada soubemos sobre quem pagou as contas do filho de FHC durante 18 anos? 4. Quem pagou para manter o filho e a mãe do filho de FHC exilados na Europa durante 18 anos? 5. FHC comprou o silêncio da mídia? 6. A Globo recebeu vantagens para exilar mãe e filho na Europa? 7. O senador FHC exilou mãe e filho para poder concorrer à Presidência? O texto de Josias de Souza a respeito é um exemplo acabado de jornalismo vagabundo. Ele apresenta ...

FHC decide reconhecer oficialmente filho que teve há 18 anos com jornalista

MÔNICA BERGAMO COLUNISTA DA FOLHA O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso decidiu oficializar o reconhecimento do filho que teve coma jornalista Mirian Dutra, da TV Globo. Tomas Dutra Schmidt tem hoje 18 anos. O tucano já consultou advogados e viajou na semana passada a Madri,onde vive a jornalista, para cuidar da papelada. A Folha falou com FHC no hotel Palace, na Espanha, onde ele estava hospedado. O ex-presidente negou a informação e não quis se alongar sobre o assunto. Disse que estava na cidade para a reunião do Clube de Madri. Mirian também foi procurada Pela Folha, que a consultou a respeito do reconhecimento oficial de Tomas por FHC. “Quem deve falar sobre este assunto é ele e a família dele. Não sou uma pessoa pública”, afirmou a jornalista. O ex-presidente e Mirian tiveram um relacionamento amoroso na década de 90, quando ele era senador em Brasília. Fruto desse namoro, Tomas nasceu em 1991. FHC e Mirian decidiram, em comum acordo, manter a história no âmbito pri...

Quem vai decidir o destino de Cesare Battisti será o LULA

O STF e a invasão de competência Por Leo V  no Blog do Nassif ”Quem conduz a política internacional não é o STF” entrevista com o Ministro Marco Aurélio de Mello Segundo ministro, Lula não é obrigado a entregar Battisti à Itália mesmo que corte autorize sua extradição O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é obrigado a entregar para a Itália o ex-ativista Cesare Battisti, mesmo que a corte autorize sua extradição. “Nossa decisão na extradição, se positiva quanto ao pedido do governo requerente, é simplesmente declaratória. Nós declaramos a legitimidade do pedido para o presidente da República aí decidir se entrega ou não”, disse o ministro. Na sessão de julgamentos de quinta-feira, Marco Aurélio votou contra a extradição de Battisti. Para ele, está havendo uma precipitação no julgamento. “Para mim, está havendo um atropelo quanto ao exame em profundidade do ato de refúgio – isso nunca ocor...

Manchetes Bizarras

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Este assunto do apagão deve render umas ótimas manchetes para a série. Um boa análise desta manchete está nos comentários da matéria   Cuidado com a palavra “apagão”. Recordar é viver Apagão foi aquele - para o Nizan Segundo o Tribunal de Contas da União, em relatório divulgado este ano, o apagão do Farol de Alexandria durou de 2001 a 2002. Custou R$ 45 bilhões. O contribuinte ficou com 60% do prejuízo, porque as contas de luz aumentaram. O Erário pagou o resto, ou seja, o contribuinte de novo. O apagão do Farol reduziu pontos do PIB. Ou seja, provocou desemprego e recessão. Quem ganhou dinheiro foi o Nizan Guanaes. O Farol contratou uma campanha de publicidade em que o Nizan dizia : parabéns, você economizou e a crise acabou. E o Nizan e o Farol devem ter dado boas gargalhadas. Claro, com o desemprego, a recessão e a conta mais cara, você economizou, não foi, amigo navegante ? Paulo Henrique Amorim

Ainda Caetano Veloso

Caetano Veloso ataca de novo Regis Bonvicino É bastante provável que Caetano Veloso vá votar em Marina Silva porque ela é (embora disfarce) criacionista, ou seja, não acredita na evolução das espécies, em Charles Darwin. O CD "Zii e Zie" (2009) não fez sucesso. O filme "Coração Vagabundo" (2009) idem. Veloso não produz nada digno de nota há – seguramente – duas décadas. Seu momento pós-tropicalista é desigual. Seu cancioneiro lírico-amoroso, basicamente, heterossexual, é papai-mamãe, convencional: idealiza o amor e o trata com “raiva”, cinismo e ou ironia, para posar de amante rejeitado pela musa ou “conquistador”, lirismo vazado, muitas vezes, em jargão da moda, que, em seu caso, substitui a própria ideia de letra, de lyrics. Enumero algumas canções nessa trilha: “Eu te amo”, “Vera gata”, “Dom de iludir”, “Ela e eu” e até “Queixa”, que, para narrar uma situação de amor aberto, usa “vocábulos” kitsch, metáforas horrendas: “Princesa, surpresa, você me arrasou...

Teoria conspiratória

Eduardo Guimarães Fiquei impressionado com a eficiência da imprensa. Às três da manhã, quando a energia elétrica retornou, havia montes de matérias nos portais de internet sobre um “apagão” que se abateu sobre vários Estados do Sul e do Sudeste no fim da noite de ontem. E os jornais todos saem hoje com matérias amplas sobre o assunto. Detalhe: a falta de luz começou depois das 22 horas, muito próximo do fechamento das edições do principais jornais do país, que mostraram-se incrivelmente mobilizados para coberturas tão emergenciais. Pareceu até haver um esquema de “cobertura” muito bem montado. O termo “apagão”, que foi o que vi no G1 e no UOL, deverá ser generalizado e explorado à farta pela mídia. Ela tentará vincular um episódio isolado e desencadeado por causa desconhecida ao racionamento de energia que ocorreu no fim do governo Fernando Henrique Cardoso devido a falta de investimentos em geração de energia naquela época. A exploração de um episódio isolado, porém, terá vida...

Paraguai, uma nova Honduras?

Pablo Stefanoni (Semanário Pulso – Bolívia) - Carta Maior Há pouco mais de um ano, o então bispo emérito Fernando Lugo conseguia a façanha: colocar fim a uma hegemonia de seis décadas do Partido Colorado, com uma aliança com os liberais e o apoio dos movimentos campesinos e populares de um país governado por máfias de todos os níveis, dedicadas a todo tipo de tráficos, contrabando e ilegalidades diversas, amparadas por um poder com o qual compartilhavam o botim. Ou simplesmente eram as máfias que exerciam, sem intermediários, o poder. O ditador Alfredo Stroessner foi o grande organizador deste modelo: fincou-se no trono nos anos 50 e lá ficou até ser afastado por seu genro, Andrés Rodríguez, um dos grandes narcotraficantes do país, em 1989. Os negócios precisavam continuar...mas em uma democracia. Os tempos tinham mudado. Farto de continuísmo, não é casual que em um país onde a esquerda foi perseguida e quase exterminada, o anticomunismo tenha se tornado política de Estado (uma gig...

O Marco Aurélio, o abaixo-assinado e eu

Viomundo O Marco Aurélio Mello vai contando, aos pouquinhos, a história dos bastidores da TV Globo, no período em que trabalhou lá. Uma história, diria ele, de ficção. A coleção do MAM está aqui Num dos posts recentes, ele conta: "Dá tempo de tirar meu nome deste abaixo-assinado", perguntei ao chefe de redação. - Claro, ninguém é obrigado a assiná-lo. Alguém mais lá quer tirar também? Perguntou-me, apontando para a redação. - Espera aí, respondi. E voltei à redação. - Ele está perguntando se alguém mais quer tirar o nome..., disse às minhas colegas editoras de texto (éramos seis, ao todo, no principal telejornal da emissora, mas uma delas não estava entre nós). As colegas também pediram que seus nomes fossem suprimidos. De fato, nossas assinaturas não fariam muita falta. Ele passou o dia circulando pela redação 'incentivando' os colegas a fazê-lo. Colegas nas redações do Balneário, do Planalto Central e de Belo Horizonte, também foram a campo. O plano, des...